domingo, 10 de fevereiro de 2013

Líder que existe em seu interior















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Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

COMO VIVEMOS HOJE?



 
Texto remetido por Helena Emília Bortoloti
 



Vivemos em um momento em que nossa fragilidade é evidenciada todo tempo. A vida não tem sido fácil para nenhum de nós e a sensação mais forte é a de que somos testados e lançados ao encontro de nossa capacidade de viver. Nossas mentes e emoções têm sido exigidas até quase o seu limite. Se fizermos um balanço de como eram as nossas vidas e sentimentos um tempo atrás, podemos perceber que tudo era bem mais fácil.
Aprendemos que a melhor saída é evitar excessos emocionais, no entanto, como evitá-los se diariamente somos colocados diante de novos desafios? O significado da palavra emoção, Pelo dicionário «é agitação de sentimentos».
E certamente, nós sabemos perfeitamente o que isso quer dizer. Tornamo-nos malabaristas estressados com a necessidade de cumprir metas e resultados no mundo pessoal e profissional. Precisamos vencer e nos superar a todo momentos.
O que não entendemos é que não existem emoções boas ou más, pois, na verdade, o efeito que causam em nós e em nossas vidas depende da maneira que lidamos com elas. Equilíbrio emocional e flexibilidade caminham juntos e exige destreza, autoconhecimento e habilidade psíquica.
Mas até onde somos livres para escolher e lidar com emoções perturbadoras como a paixão e o medo? Como podemos superar nossos limites quando somos remetidos para esse lugar que geralmente fica escondido dentro de nós? Compreender nossos processos mentais e emocionais é o primeiro passo, pois só podemos transformar aquilo que conhecemos.
Conhecendo esses processos, faremos escolhas mais acertadas e ficaremos cada vez menos à mercê de forças desconhecidas por nós. Quem de nós não deseja (e eu diria que isso deve ser a metade de todos nós nesta vida) cultivar emoções serenas e saber manter o controle do desespero nas difíceis adversidades?
As emoções desempenham um papel fundamental nas avaliações e escolhas que fazemos. O que aprendemos a sentir (digo aprendemos por que de fato existe um padrão de funcionamento cristalizado em todas elas) influi diretamente em nossas crenças, nossa saúde e até nossa fisionomia. Algumas reações emocionais são tão arreigadas que acabam por ser desencadeadas antes mesmo de nos darmos conta delas.
Em uma situação de estresse nosso ritmo cardíaco aumenta, a respiração se acelera, os músculos ficam tensos, os vasos sanguíneos se contraem e a pressão arterial se altera. Os traços ficam mais tensos, as sobrancelhas franzidas, os punhos se fecham e a voz mais baixa.
Sem falar nas discussões desnecessárias que muitas vezes provocamos pela falta de controle. Em minha maneira otimista de ver a vida, percebo que, mais uma vez caminhamos unidos à convivência do Universo, em direção ao processo evolutivo.
Quanto mais somos exigidos pela vida, maiores serão os recursos internos que precisaremos descobrir e disponibilizar se quisermos continuar vivos. Infelizmente, a vida neste planeta tem como regra o aprendizado e a expansão de nossa consciência através da dor.
O amor ainda faz parte de um longo aprendizado e ausência das dificuldades com as diferenças. Alguns mestres nos ensinam que todos nós dispomos de mecanismos internos de expansão de consciências que nos leva a uma consciência e natural renuncia de contato com experiências transpessoais que acabam por desenvolver afetos superiores e um maior senso de equilíbrio do eu. Devemos, portanto fazer uma escolha em direção à simplicidade do ser, do existir e do ter, mais conectada à nossa verdadeira essência humana.
A qualidade de vida é uma conquista diária, que só depende de você! Ela não se compra não se empresta, ela se cria dia a dia com as nossas escolhas pessoais. Um bem tão raro, tão compensador e que poucos possuem. Qualidade de vida é o que sociedade atual precisa e o que a nossa geração não consegue entender.
Tudo são ação e reação, suas escolhas de hoje refletem no seu amanhã! Tudo isso nada mais é que a chave para o seu bem estar! Até quando vamos viver sem notar que somos seres dotados de muita emoção cuja razão nem sempre prevalece, quando vamos olhar diante do espelho e decidir por mudar de vida e de rotina.
Vamos pensar nisso!!.
 
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Visão de Clarice Lispector




 






 


Clarice,
veio de um mistério, partiu para outro.

Ficamos sem saber a essência do- mistério.
Ou o mistério não era essencial,
era Clarice viajando nele.


Era Clarice bulindo no fundo mais fundo,
onde a palavra parece encontrar
sua razão de ser, e retratar o homem.


O que Clarice disse, o que Clarice
viveu por nós em forma de história
em forma de sonho de história
em forma de sonho de sonho de história
(no meio havia uma barata
ou um anjo?)
não sabemos repetir nem inventar.
São coisas, são jóias particulares de Clarice
que usamos de empréstimo, ela dona de tudo.


Clarice não foi um lugar-comum,
carteira de identidade, retrato.
De Chirico a pintou? Pois sim.


O mais puro retrato de Clarice
só se pode encontrá-lo atrás da nuvem
que o avião cortou, não se percebe mais.


De Clarice guardamos gestos. Gestos,
tentativas de Clarice sair de Clarice
para ser igual a nós todos
em cortesia, cuidados, providências.
Clarice não saiu, mesmo sorrindo.
Dentro dela
o que havia de salões, escadarias,
tetos fosforescentes, longas estepes,
zimbórios, pontes do Recife em bruma envoltas,
formava um país, o país onde Clarice
vivia, só e ardente, construindo fábulas.


Não podíamos reter Clarice em nosso chão
salpicado de compromissos. Os papéis,
os cumprimentos falavam em agora,
edições, possíveis coquetéis
à beira do abismo.
Levitando acima do abismo Clarice riscava
um sulco rubro e cinza no ar e fascinava.


Fascinava-nos, apenas.
Deixamos para compreendê-la mais tarde.
Mais tarde, um dia… saberemos amar Clarice.

Carlos Drummond de Andrade

SOU VENTO E AR



 








As vezes, eu sou como o vento
Que passa com toda sua fúria
Levando comigo todas as dores
Que não sentem piedade alguma.

As vezes, eu sou a brisa suave
Que acaricia teu rosto com leveza
E seguindo o meu coração amante
Eu sou sua paixão e o seu amor.

Também, sou o ar que você respira
Sou o sol de todas tuas manhãs frias
Sou o teu sorriso mais lindo gostoso.

Sou a primeira flor a desabrochar
Com seu perfume inebriante
Sou eu o pulsar do seu coração
Resumindo, eu sou o teu amor.

-Joe Luigi-

METADE



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Oswaldo Montenegro


MEU CANTINHO PREFERIDO

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