
Nunca soube como correm as águas nos ribeiros
nem como as flores se vergam às ventanias
também nunca soube a cor exacta do sol
nem do clarear da lua
e não o sei hoje
e todo o meu tempo, toda a minha vida
foi passando e foi correndo
e houve sempre ventos,
sempre houve lua, sempre existiu o sol
... sabes tu como correm as águas dos ribeiros
sabes para onde vão e onde ficam quando se cansam?
nem tu nem eu sabemos
e somos os mesmos num só
nada nos diferencia
disseram-me, alguns
que é possível saber
e eu e tu deitados ao claro da lua
ainda não o soubemos
esperamos, como sempre esperámos
que o sol no dia nos fale
dos ribeiros e das flores e da lua
talvez ... depois,
talvez...ele nos diga
tudo o que não sabemos de nós.
Daniel Teixeira
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