sábado, 8 de dezembro de 2012

Permita-me




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Permita-me beijar teu rosto
como o contato
que tem os pássaros com o nectares
das flores, fica tão doce...
permita-me ter voce sempre assim
como no embalo que
uma mãe dá ao filho, na hora do ninar
é tão acalentador...
permita-me ter voce sempre em minha alma
numa caricatura eterna
como desenha Enfill
fica tão nítido em mim
permita-me ter voce, como
as floristas fazem, enfeitando
o caminho das noivinhas toda em pétalas
só pra nosso amor passar assim, lindo!
permita-me ter voce como num arco-íris
a colorir o céu, em nuances que voce preferir
só pra satisfazer teu salmon eterno
e voce ficará assim feliz
permita-me ter voce como uma camponesa
que colhe braçadas de flores
para ter sempre por perto
as sementes já floridas
em suas casas cheias de simplicidade
mas só voce a enfeitá-lo
assim tão sutilmente
Permita-me ter voce
de qualquer maneira
contanto que voce se faça presente!
E toda minha vida!
Amo-te mais que a mim mesma.!!!

Professora de Marília, SP, fica em primeiro lugar no Prêmio Jabuti

Ela e um grupo de pesquisadores estudaram a história da alfabetização.
Maria Mortatti é presidente da Associação Brasileira de Literatura.


Uma professora de Marília, SP, se juntou a um grupo de pesquisadores e começou a estudar a história da alfabetização. Dos trabalhos realizados, resultou um livro, obra que neste ano recebeu o primeiro lugar na categoria educação do Prêmio Jabuti, um dos mais importantes do país. Discutir a educação no Brasil, os problemas e as soluções encontradas para o setor foi o desafio de um grupo de 21 pesquisadores do Brasil e de fora do país. O resultado foi reunido pela professora Maria do Rosário Mortatti, da Unesp de Marília, no livro "Alfabetização no Brasil: uma história de sua história".
"A história nos ensina que se há problemas que permanecem e há muitos problemas que permanecem. Eles já não são mais os mesmos porque os tempos são diferentes. E ao mesmo tempo propicia compreender que quando queremos propor algo novo precisamos saber se realmente é novo ou se estamos sem saber repetindo aspectos do passado que já foram superados. É fundamental conhecer o passado", afirma a professora.
Maria do Rosário nasceu em Araraquara. Ela é doutora pela Unicamp e presidente da Associação Brasileira de Literatura. O livro foi escolhido o melhor na categoria educação pelos jurados do Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira. Honraria inédita para uma professora da Unesp de Marília.

"Mais importante do que isso é o fato desse prêmio ser um prêmio que está também além dos muros da universidade. Então, ver que há um reconhecimento de pesquisa acadêmica sobre esse tema de uma obra coletiva e que isso é de interesse da sociedade brasileira. Isso é motivo de orgulho e, ao mesmo tempo, nos coloca na posição de quem está levando esse conhecimento para aquilo que é a função da universidade”, completa Maria Mortatti.  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A marca de uma lágrima



 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foi em um simples papel
que comecei a colocar
os desabafos de meu coração...
Palavras que respondiam os meus sentimentos,
que denunciam minhas vontades.
Uma lágrima sem razão rolou dos meus olhos
e caiu sobre a palavra amor...
Ai percebi que:
Os meus olhos choram por amor.
Lágrimas que nascem lá do coração,
que a alma aprova,
pois as lágrimas nos fortalecem.
"Uma pessoa que não chora,
tem mil motivos para chorar..."
Segurar as lágrimas é o mesmo
que pedir para parar o tempo.
O amor nos faz chorar,
porque é o sentimento mais forte
que existe na lei da vida.
Minha poesia ficou com uma marca,
a marca de um amor expressado em uma
Marca de Uma Lágrima.

Renascer na Solidão



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Momentos inglórios de solidão,

à espera de uma breve chamada,
...

quase morremos de comoção,

quando batem na entrada...

E...alguém entra de mansinho,

como se, do nada se tratasse,

e sai, ainda mais devagarinho

como se já mais nada restasse!

E com um nada no coração,

fecha-se a porta com dor,

tranca-se a dor na solidão,

fazendo da solidão o amor!!!

E o que não passou de ilusão

transcorreu como a fantasia,

de fazer vibrar um coração,

que aos poucos...desfalecia!


Momentos inglórios de solidão,

à espera de uma breve chamada,
...

quase morremos de comoção,

quando batem na entrada...

E...alguém entra de mansinho,

como se, do nada se tratasse,

e sai, ainda mais devagarinho

como se já mais nada restasse!

E com um nada no coração,

fecha-se a porta com dor,

tranca-se a dor na solidão,

fazendo da solidão o amor!!!

E o que não passou de ilusão

transcorreu como a fantasia,

de fazer vibrar um coração,

que aos poucos...desfalecia!

Começar de novo.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se você confiou em Deus e andou pelo caminho Dele, Se O sentiu a guiar você todos os dias, mas agora seus passos o levam por outro caminho,
Comece de novo.

Se você fez planos que não deram certo, se você tentou dar o melhor de si e não há mais o que tentar, se você falhou consigo mesmo sem saber porquê,
Comece de novo.

Se você contou aos seus amigos o que planejava fazer, se você confiou neles e eles não o apoiaram, se agora você está sozinho, só podendo contar consigo mesmo,
Comece de novo.

Se você falhou com seus familiares, se agora você já não é tão importante para eles,
se eles perderam a confiança em você, se você se sente um estranho em seu próprio lar,
Comece de novo.

Se você orou a Deus, respeitando sempre a vontade Dele, se você orou e orou e ainda se sente infeliz, se você quer parar, sentindo que atingiu seu limite,
Comece de novo.

Se você está certo de que está acabado e quer desistir, se você chegou ao fundo do poço, se você tentou e tentou e não conseguiu subir,
Comece de novo.

Se os anos passam tão depressa e os sucessos são poucos, se chega dezembro e você se sente triste, Deus dá um novo janeiro à você.
Comece de novo.

Começar de novo significa:
Vitórias alcançadas

Começar de novo significa:
Uma corrida bem feita

Começar de novo significa:
DEUS sempre vencerá!

Silvia Schmidt

No livro: Sorte é Prá Quem Quer

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SAUDADE


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Saudade do passado
do teu abraço forte e demorado
do teu beijo incendiário
do teu cheiro inesquecível
e de tudo que foi lindo entre nós dois.
Saudade
dos teus olhos me despindo
do cartinho manso
da paixão.
Sentimento violento
abrigou-se em nosso peito
foi motivo prá sorrir
e ao mesmo tempo
pôs um fim na história
que até hoje vive em mim.
Saudade...

VRSpoesias

Teus olhos












"Que os teus olhos sejam dois sóis
olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço,
onde tua alma dance na luz....
Que em cada passo teu fiquem marcas Luminosas
de tua passagem em cada Coração.
Que em cada Amigo o teu coração faça Festa,
que celebre o canto da Amizade Profunda,
que liga as almas afins.
Que em teus momentos de Solidão e Cansaço,
esteja sempre presente em teu Coração
a lembrança de que tudo Passa e se Transforma,
quando a alma é Grande e Generosa."

(Sabedoria Celta)

Arquiteto Oscar Niemeyer morre aos 104 anos no Rio de Janeiro

Morte de Niemeyer foi confirmada às 21h55.
Reconhecido internacionalmente, completaria 105 anos em 15 de dezembro.

Oscar Niemeyer, de 104 anos, morreu no Rio. O arquiteto estava internado desde 2 de novembro no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul da cidade.
Reconhecido internacionalmente por suas obras, Niemeyer completaria 105 anos em 15 de dezembro. A morte dele foi confirmada às 21h55. Veja mais sobre a repercussão no Brasil e no mundo da morte de Niemeyer nos vídeos ao lado.
Perfil
Uma, duas, três curvas. Foi assim, quase que por acaso, em 1940, que nasceu o desenho da Igreja da Pampulha. Ali nascia também a paixão pelo caminho sinuoso.
“Eu procurei uma forma de arquitetura diferente, mais vazada, mais leve, principalmente diferente, que construísse essa ideia de que arquitetura é invenção. E esse foi o tipo de arquitetura que eu fiz, que me agrada e venho fazendo a vida inteira”, afirmou Niemeyer.
O jovem arquiteto já havia feito outras obras e participado com destaque da equipe de criação do prédio do Ministério da Educação no Rio de Janeiro, mas vinha buscando uma expressão própria, uma marca, uma assinatura.
“Eu queria uma arquitetura que não fosse, não lembrasse, uma arquitetura feita com régua e esquadro. Uma arquitetura assim com mais fantasia. Cada um faz o que quer e assim que eu faço a minha”, disse Niemeyer.
A arquitetura de Niemeyer se casava perfeitamente com a imagem de um Brasil que se modernizava. O governador que construiu o conjunto da Pampulha em Belo Horizonte virou presidente. Juscelino Kubistchek convidou o arquiteto Oscar Niemeyer e o urbanista Lucio Costa para um sonho maior: em pleno cerrado, no coração do Brasil, fazer uma cidade inteira.
“Quando eu chego perto de Brasília, parece um milagre. Eu fico pensando, achando quase impossível o Juscelino ter feito aquela obra em três anos e meio. Porque hoje, para a gente fazer dez edifícios, leva uns três anos, dois anos, depende do ritmo. Mas Brasília tinha que fazer as ruas, tinha que fazer tudo, uma cidade inteira”, explicou o arquiteto.
Nas asas da cidade que Lucio Costa planejou, Niemeyer desenhou dezenas de obras: praças, rampas, uma catedral, muitos palácios. “Acho que foi uma coisa fantástica, foi um momento assim de otimismo, uma cruzada assim fantástica, e mostrou pelo menos que a gente pode fazer as coisas também”, disse.
Quando veio a ditadura militar, Niemeyer, comunista por ideologia, foi vigiado e perseguido. Passou longo tempo fora do Brasil. “O clima ficou ruim para mim... Eu fui para fora. De modo que eles queriam me paralisar, me deram a possibilidade de mostrar no exterior a minha arquitetura”, afirmou.
Suas curvas ganharam o mundo: ele tem obras na Itália, na Argélia, na França, na Espanha. Niemeyer sempre se orgulhou de lutar por mundo mais justo. Jamais pensou em acumular bens. O dinheiro que ganhava com grandes projetos usava também para ajudar os amigos.
Quando soube que o líder comunista Luís Carlos Prestes não tinha onde morar, comprou um apartamento para ele. O motorista do arquiteto ganhou uma casa projetada por ele na favela do Vidigal.
Diante da bela paisagem da Princesinha do Mar, o escritório de Copacabana era o local de encontro dos amigos, do debate, dos estudos, da livre circulação das ideias. E as ideias desse nosso mestre das curvas pareciam jamais se esgotar.
Para São Paulo, o Memorial da América Latina. Para Curitiba, um olho gigante para abrigar a arte contemporânea. Para Niterói, um disco voador, pousado às margens da Baía de Guanabara.
Para quem sempre disse que a vida é um sopro, que o homem é um grão de poeira no imenso universo, Oscar Niemeyer parecia sempre ultrapassar barreiras da idade, os limites do tempo.
Aos 99 anos se casou novamente, com Vera, a companheira de uma vida de trabalho. Aos 100, confessou que se sentia como se tivesse apenas 60 anos e fez festa na bela Casa das Canoas, que construiu no Rio, entre as pedras e a mata, 50 anos antes.
Com 101, lá estava ele, supervisionando obras. Estava no show do amigo Chico Buarque em 2011, e, no calor do verão de 2012, admirando a ampliação da Passarela do Samba.
Surpreendente? Genial? Fora do comum? Ele não se achava nada disso. “Um homem comum que trabalhou como todos os outros, que passou a vida debruçado na prancheta e se interessou pelos mais pobres, que amou os amigos, a família, como a maioria, nada de especial”.
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Indústria Farmacêutica

ONG questiona preços, fármacos e publicidade de grupos farmacêuticos no Brasil2


O estudo “Às custas dos pobres”, realizado pela ONG alemã Bundeskoordination Internationalismus (Buko), pesquisou no Brasil a conduta de três multinacionais da indústria farmacêutica: as alemãs Bayer HealthCare e Boehringer Ingelheim e a norte-americana Baxter, avança a DW.

Entre Janeiro de 2011 e Junho de 2012 foram avaliadas a oferta de medicamentos, a política de preços e as estratégias de marketing dos três grupos. Apesar de alguns pontos positivos, como o facto de muitos medicamentos importantes produzidos pelas multinacionais serem comercializados no Brasil, as críticas sobressaem: preços muito altos impedem o acesso a medicamentos importantes, fármacos proibidos noutros países são vendidos no Brasil, algumas campanhas publicitárias são enganosas e combinações de substâncias oferecem riscos à saúde.

"O objectivo era identificar problemas nas estratégias dessas empresas e tentar mudar algumas de suas condutas", explica o investigador Rogério Hoefler, do Conselho Federal de Farmácia, que cooperou com o projecto da ONG alemã. "Para produtos que as empresas não podem comercializar na Alemanha, elas procuram outro mercado e utilizam a fragilidade desses países na questão sanitária", completa o investigador. E o Brasil é um desses destinos.

Na avaliação de Hoefler, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil) – que existe há pouco mais de dez anos – ainda encontra-se nos seus primórdios em termos de actuação. Segundo o investigador, as empresas tiram proveito dessa situação. "Mesmo sabendo que o produto não seria adequado e seguro para ser comercializado, elas vão vendendo enquanto o governo permite", afirma.

Buscopan® Composto

Essa declaração vale, por exemplo, para a Boehringer Ingelheim. O Buscopan® Composto, por exemplo, é severamente criticado por conter a substância activa metamizol, que pode desencadear diversas reacções adversas no corpo, além de provocar uma redução drástica de glóbulos brancos, importantes para o sistema imunológico.

A substância é proibida nos EUA, no Reino Unido, na Austrália, no Canadá e na Suécia. Na Alemanha, os medicamentos que contêm metamizol foram retirados do mercado em 1990 e o uso da substância é limitado a determinados casos.

A pesquisa afirma que a Boehringer Ingelheim continua a oferecer o medicamento nas farmácias brasileiras por interesses económicos: o Buscopan® Composto é o medicamento mais vendido no país, tendo sido responsável por 11% da facturação da Boehringer Ingelheim no Brasil em 2011.

Já a Bayer HealthCare, sediada em Leverkusen, no oeste alemão, é criticada pelas suas peças publicitárias e os seus altos preços. O medicamento Nexavar®, muito importante no tratamento do cancro do fígado, custa no Brasil por mês para cada paciente um total de 2.934 euros (aproximadamente 7.300 reais) – um preço salgado até para a classe mais abastada, ressalta a pesquisa.
Além disso, certas "misturas absurdas de vitaminas" também foram criticadas. O complexo Supradyn® Pré-Natal reúne 25 substâncias. Segundo especialistas, isso é problemático, uma vez que a reacção do corpo à ingestão concomitante de tantos princípios activos é imprevisível.

Além disso, as peças publicitárias do medicamento são questionáveis: num spot para a TV, mãe e filho tomam juntos um comprimido do composto vitamínico, enquanto degustam uma comida fast food, insinuando ao espectador uma alimentação que fornece energia ao corpo.

Sem colaboração

A norte-americana Baxter foi a que melhor se saiu nos resultados da pesquisa – mas é, também, a menos presente no mercado brasileiro entre as três empresas pesquisadas. Em 2011, a multinacional comercializou 53 produtos no país, ao passo que a Boehringer Ingelheim esteve presente com 104 medicamentos e a Bayer, com 167.

Uma das críticas à Baxter é, contudo, a política de preços. As parcelas mais pobres da população, bem como os hospitais públicos, acabam não tendo acesso aos remédios do fabricante. Além disso, a empresa não se dispôs a colaborar com o estudo e recusou-se a responder os questionários enviados.

A equipa de investigadores tentou entrar em contacto com as três multinacionais no Brasil, mas o retorno foi mínimo: apenas a Boehringer Ingelheim respondeu. "Essa falta de transparência é um aspecto muito importante. Percebemos que quase não existe um compromisso com a sociedade, nem uma transparência de informar o que fazem no Brasil", aponta Hoefler.

Conclusões finais

O estudo conclui que o livre acesso à saúde no Brasil esbarra principalmente nos altos preços dos medicamentos, principalmente no que diz respeito às chamadas "doenças da civilização", como enfermidades cardíacas e circulatórias, cancro ou diabetes, cujo tratamento depende muitas vezes de medicamentos de preços elevado. Para mudar essa situação são necessários investimentos enorme nos próximos anos, concluem os investigadores.

A pesquisa realizada no Brasil complementa projecto semelhante executado na Índia, em 2010, no qual a conduta das mesmas empresas foi analisada. O estudo será publicado no Brasil, em português, entre Fevereiro e Março de 2013.

O Brasil é o quarto maior mercado consumidor de medicamentos do mundo, depois dos EUA, da Alemanha e da França. Desde 2005, o mercado brasileiro cresce num ritmo acima dos 10%, em 2010 chegou até a 19% ao ano. Além disso, o Brasil é o país com maior número de farmácias do mundo – a Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias regista mais de 60 mil farmácias em todo o território nacional.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Interior de SP ganha destaque em ranking de qualidade de vida

Uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Rio mostrou que de 100 cidades com os melhores índices de desenvolvimento no país, 73 estão no estado de São Paulo.

No Brasil, um grupo de 100 cidades ganhou destaque. São oásis do desenvolvimento, da qualidade de vida, e 73 delas estão no estado de São Paulo.
Indaiatuba, no interior de São Paulo, tem construído, em média, um posto de saúde por ano. A cidade tem orçamento anual de R$ 600 milhões e investe 28% em saúde, o que para a população ainda é pouco. “Perfeito não, a gente precisa de um hospital”.
Indaiatuba tem mais de 800 indústrias, a maioria ligada ao setor automotivo. E aqui o índice de desemprego gira em torno de 2%. “Para trabalhar é muito bom, só quem não quer não trabalha mesmo”.
A pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Rio mostrou que de 100 cidades com os melhores índices de desenvolvimento no país, 73 estão no estado de São Paulo.
“O estado de São Paulo mostra uma particularidade bastante interessante, que é o fato do interior ser inclusive mais forte que a capital. É o único estado que apresenta essa característica”, afirma Guilherme Mercedes, coordenador da pesquisa no Firjan.
O município de Amparo ficou em 4º lugar na pesquisa. Na cidade com 65 mil habitantes está Ismael, um aposentado que rodou por várias cidades do Nordeste e morou em São Paulo, mas se apaixonou pelo lugar. “Cidade pequena com ares de cidade grande”, conta.
Sexta colocada na pesquisa, Ribeirão Preto é outra cidade alvo de investimentos pelos atrativos. “Qualidade de vida excelente, custo de vida barato”.
“Campo de trabalho tem bastante. A parte de escola também. Tem escola técnica. Dá para a gente constituir um belo futuro. Tem a universidade que eu quero seguir, eu quero fazer letras. Então, dá para a gente seguir por aqui”, afirma a atendente de padaria Amanda Tavares.

sábado, 1 de dezembro de 2012

FLOR DO DESERTO

Acabei de ler o livro Flor do Deserto, um livro apaixonante em que temas sérios e reflexivos são abordados. O livro escrito por Waris Dirie e (que na Somália significa Flor do Deserto), o livro relata a história da vida da autora desde os desertos da Somália até ao topo do mundo da moda. Uma trajetória pessoal que serve como argumento para retratar o drama das mulheres somalis vitima da circuncisão precoce.

 A história da modelo Waris Dirie é impressionante. Nascida na Somália, numa família tradicional de doze filhos, numa tribo de nômades do deserto africano. Neste livro conta a sua vida, as brincadeiras com os irmãos, as corridas de camelos e a mutilação genital imposta por uma anciã, quando tinha apenas cinco anos de idade, como costume antigo aplicado a quase todas as meninas somalis. O livro relata alerta para o problema da mutilação genital e conta em por menor este bárbaro costume.
O pai de Waris Dirie tentou negociar o seu casamento, quando tinha apenas doze anos de idade, com um desconhecido de sessenta anos em troca de cinco camelos, e Waris para fugir do casamento não desejado, atravessa a pé o deserto africano até chegar à capital Mogadíscio e daí a Londres. O livro narra à história da fuga, a sua chega a Londres, o seu trabalho como empregada do embaixador da Somália, posteriormente o seu trabalho como faxineira do MacDolnalds onde foi descoberta por um fotógrafo de moda. Flor do Deserto é o relado verídico da moda de Waris Dirie, e tudo o que é descrito é baseada na memória da autora.
A denúncia da mutilação das mulheres somalis é o grande objetivo da obra Flor do Deserto. Através da sua biografia, a modelo africana Waris Dirie, atravessa as fronteiras da Somália e mostra ao mundo o lado grotesco de sua cultura.
Bom muitos de vocês já devem ter ouvido falar dela, mas talvez não conheçam a história a fundo. Eu tinha ouvido falar, mas, achava que fosse algo restrito a algumas tribos e não tinha noção de quão absurdo é o processo. Simplesmente, a sangue frio, sem condições de higiene e anestesia, pegam um objeto cortante qualquer e cortam a vagina da menina (geralmente entre 05 e 10 anos de idade). Tiram o clitóris, os pequenos lábios e parte dos grandes lábios. Ou seja, decepam a vagina das meninas. Em seguida, fazem furos (com espinhos ou o que tiverem de perfurante à mão) e costuram a vagina. Deixam um buraco da grossura de um palito para que a urina e o resíduo menstrual possam, literalmente, pingar. A recuperação, obviamente, é tão brutal quanto à operação em si (se é que pode se chamar de operação). Amarram as pernas da menina e a deixam se recuperar naturalmente. Afinal, em países Somália e Etiópia onde se toma água a cada dois dias, remédios é um luxo que a maioria morre sem saber que existe. É claro que muitas dessas meninas morrem com gangrena, infecções e hemorragias. As que sobrevivem sofrem sérias conseqüências. Suas cólicas menstruais são mais fortes, muitas desenvolvem tumores porque o resíduo menstrual acaba se acumulando dentro delas e isso sem falar que nunca sentirão prazeres sexuais. Como mulher e ser humano fiquei chocada ao ler isso, só de pensar na dor que essas meninas devem sentir me dói o coração.
Não se sabe bem da origem desse costume, mas sabe-se que muitos acreditam que somente assim manterão a castidade de suas filhas e fidelidade de suas esposas. Como as mães passam por isso e os pais foram educados assim, acabam passando adiante a prática em suas filhas. Segundo a ONU, cerca de 02 milhões de meninas por ano passam por isso. Quando elas casam, o marido arrebenta a vagina da coitada no ato sexual ou, para facilitar, abre com uma faca. Depois que elas tem um filho, são costuradas novamente para que o marido possa receber sua mulher fechadinha de novo. E elas nem imaginam que isso não ocorre com o resto das mulheres no mundo. Para elas é normal. E, as que não são mutiladas, são consideradas sujas pelos outros homens e sem valor.
O Livro da Origem ao Filme: Flor do Deserto.
Em 1998 a autobiografia da Waris tornou-se “Best-seller” mundial. Desde então, com sua luta massiva e interrupta pela proibição da circuncisão no mundo, a ex-nômade foi nomeada Embaixadora Itinerante da ONU contra a Mutilação Feminina. Figura central de um documentário da BBC sobre o tema e, agora, personagem principal de um longa-metragem.
O filme é muito lindo e emocionante, não é difícil entender a história de Waris porque desperta tanto fascínio em quem tem a oportunidade de ler seu livro ou de assistir o filme que é baseado em sua história. Tais materiais traçam um relato exato da conturbada fuga de uma garota que, de tão magra, nem parecia ter forças para sustentar, e mesmo assim se lançou na travessia de um deserto da região. Para Waris o que importa é a divulgação de um traço cultural que continua causando irreversíveis danos físicos e psicológicos às mulheres somalis.
A modelo Liya Kebede que faz o papel da protagonista do filme da vida de Waris que consegue conferir um realismo impressionante à personagem à identificação é quase instantânea entre atriz e personagem, e tem uma semelhança física muito grande entre as duas mulheres.
Quem tiver oportunidade lê o livro ou assistir ao filme se prepara para duas horas de representação chocante de uma realidade muito triste.
O filme segue fielmente o relato de Waris, embora não exatamente em uma ordem cronológica. A beleza singular de Waris Dirie foi descoberta pelo fotógrafo Terry Donaldson (Timothy Spall) enquanto ela trabalhava como faxineira na unidade do MacDonald.
Flor do Deserto tem muito para mostrar é um filme totalmente oportuno com sua denuncia, ganhando peso com testemunho devastador de Waris Dirie para uma jornalista onde explica, detalhadamente, os métodos cirúrgicos de sua circuncisão. No final do filme com letras grandes confirma que mais de seis mil mulheres são vitimas dessa prática intolerável diariamente, Flor do Deserto é um filme obrigatório. Este filme foi lançado em 2010.
Tem uma passagem no livro onde as escritoras dizem que “... Nem uma folha da árvore cai sem a permissão de Deus”... 
Por isso Waris Darie sobreviveu ao deserto, à exploração, a fome, e ao preconceito e tudo mais. Pois havia um propósito para todo esse sofrimento. Através dela, o mundo precisava saber o quanto as mulheres somalianas sofrem e morrem por causa de uma prática arcaica, brutal e ignorante. Ela venceu. E penso que através da sua história de vida ela colaborou para que muitas outras mulheres em seu país vencessem também.
Vale apena ler o livro e ver o filme, uma mulher de fibra, caráter além de servir para conhecermos como vivem outros povos de outra cultura.

HELENA

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Contemplação…



 
 
 
 
 
 
É preciso tomar cuidado com a maneira que olhamos as coisas… As pessoas, as situações, o cotidiano. Nem tudo o que parece ser na realidade é. Mui...
tas vezes, resumimos a nossa aparência em um sorriso para que possamos deixar sair do nosso interior apenas o lado positivo, as coisas boas da vida… Afinal, por que mostrar o lado oculto? Aquele que não é tão bonito assim?

Algumas vezes, observamos pela janela da nossa alma e concluímos que o gramado do nosso vizinho é mais verde que o nosso, que seu jardim é muito mais colorido, que a sua vida se resume em tranquilidade e que, talvez, ele seja mais feliz do que nós, não tenha problemas, nem dúvidas, nem inquietações. Tudo isso se baseia na ilusão de um olhar que possui mais do superficial do que da realidade.

O ser humano só enxerga aquilo que quer ver. Não se importa (mesmo que não seja da sua conta) se o percurso feito pelo vizinho foi cheio de obstáculos, se para conquistar o seu gramado verdinho ele teve que retirar todas as pedras e entulhos do caminho, roçar mato alto, adubar o solo, tornar o terreno fértil. Ninguém viu o processo, apenas o resultado e assim fica fácil formar opiniões a respeito do quão cuidada e bonita é aquela grama.

Talvez ninguém tenha parado para observar as mãos calejadas do vizinho que precisou usar muito a sua enxada para retirar as ervas daninhas e só então começar a preparar o jardim. Ninguém viu as mudas crescerem e a luta que foi exterminar as pragas. Ninguém sentiu a emoção de ver a primeira flor desabrochar e inspirar todas as outras na primavera… O que foi visto foi apenas o resultado colorido da diversidade de espécies.

Não se sabe os percalços que o vizinho passou (e passa) no trabalho, na família, na vida ao longo do caminho. Talvez por isso, ninguém compreende que, ao final do dia, ele se sente em sua varanda para apreciar um bom vinho acompanhado de uma boa leitura… “Esse tem a vida que pediu a Deus!” – é o que dizem. “Quisera eu ter esse privilégio da sombra e água fresca!” – é o que pensam. Mas da vida dele, ninguém realmente sabe. Ninguém sente a pressão e o peso que ele carrega em seus ombros.

O fato é que todo mundo passa por isso. Ninguém tem essa vida glamourosa que muitos pensam, por mais que possa parecer. Não que se queira mostrar glamour sempre, nada disso… Mas expressar o que de melhor há em nossa vida, nessa trajetória divina, é inspirador… é o que ajuda na motivação para continuarmos a trilhar a nossa estrada. A única coisa que precisamos ter em mente é que nada é fácil, nada cai do céu pra ninguém e que, ao admirarmos o jardim majestoso do nosso vizinho, tenhamos a consciência de que foi preciso muito trabalho para ele crescer e são necessárias muitas doses de dedicação diária para que a beleza se mantenha.
 
Helena

A Força do Olhar



Os olhos são portais da alma!

Neste mundo, onde as pessoas vivem representando personagens, muitas vezes bem diferentes do que realmente são, o olhar jamais as deixa mentir...
Ultimamente, tenho pensado muito nisto e procurado observar mais atentamente o que os olhos que me fitam me dizem.
Inúmeras vezes, percebo que refletem tanta tristeza, profundo pesar, enquanto os lábios forçam um riso fingido e as palavras tentam demonstrar alegria.
Os olhos não mentem jamais.
É através deles que o amor verdadeiro se expressa, mesmo que o momento seja inconveniente.
A mágoa transparece, apesar do perdão pronunciado.
A tristeza inunda o ambiente de uma névoa pesada, mesmo que se esteja numa festa.
Tudo isto porque a nossa essência nos rege, apesar de nosso ego teimar em viver afastado dela, muitas vezes procurando copiar a vida de outros, a moda, tentando levar uma vida mais voltada para as coisas práticas e materiais.
Os nossos olhos falam.
Uma linguagem mais verdadeira, dificilmente expressa por palavras.
E nos contradizem completamente, quando não estamos sendo verdadeiros.
Através do olhar, amores de outras encarnações se reconhecem, embriagando-se no aconchego carinhoso e inexplicável de um instante mágico e eterno.
Amor à primeira vista... Encontro de antigos amantes que se reconhecem num instante fugaz, intraduzível e inexplicável!
Os olhos abençoam, amenizam a dor do outro, levam paz e alegria, mas também podem fazer muito mal, quando saturados de ódio, de raiva, de inveja.
É importante olhar... Quando alguém nos fala, quando alguém diz que nos ama, quando alguém nos conta algo, olhar cuidadosamente nos olhos nos transporta para algum lugar talvez muito diferente do que aquele para o qual as palavras estão tentando nos conduzir.
Mentir, trapacear é até fácil.
Há pessoas que são mestras nisto. Mas mascarar um olhar é impossível!
Os encontros eternos se iniciam com um olhar...
Instala-se, então, um saber interior, que a razão jamais poderá explicar e que perdura, independente das circunstâncias.
Qual de nós se esquece de um olhar amoroso recebido de alguém?
Aquela sensação gostosa, cálida, sempre será revivida, quando recordada.
Existe nada mais terrível do que um olhar de ódio, quando nos é dirigido? Um olhar de crítica? De menosprezo?
Enfim, é bom nos lembrarmos de que a boca podem mentir, mas os olhos as desmentem e revelam o que nossas almas sentem!

Maria Cristina Tanajura


MEU CANTINHO PREFERIDO

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