segunda-feira, 17 de setembro de 2012

UMA CONVERSA COM ESCRITOR PEDRO SILVA


UMA CONVERSA COM O ESCRITOR PEDRO SILVA
Helena Emília Bortoloti

Licenciado em História - Minor Cultura e Religião, Cidadão Honorário de Cidade Velha (Ribeira Grande de Santiago - Cabo Verde), Consultor Literário. Editor. Com mais de cinquenta livros publicados, em países tão díspares quanto Portugal, Brasil, Espanha ou Chile, o autor português Pedro Silva (1977) tem, igualmente, produzido títulos em diversas áreas temáticas, tais como o ensaio histórico, a ficção, o roteiro turístico ou mesmo os contos. Para, além disso, o escritor tem-se dedicado igualmente a colaborar com diversos jornais portugueses, assim como revistas em Portugal e Brasil, tais como «História Viva», «Desvendando a História» ou «Aventuras na História». Foi ainda Editor de Edições Série B (Portugal).
 
Helena - Para que o conheçamos, quem é Pedro Silva?
Resposta: Acima de tudo, um escritor e historiador. Alguém que vem labutando, imenso, pela concretização do seu sonho de transmitir algo aos seus leitores. Nasci na cidade portuguesa de Tomar em 1977 e, de momento, tenho 56 livros publicados.

Helena - Como e desde quando surgiu está vocação de ser escritor?
Resposta: Desde que me recordo que havia, em mim , um forte interesse em ser escritor. Era uma criança introvertida e aproveitava o tempo para ler. Do gosto da leitura nasceu, de forma natural, a paixão pela escrita.
Helena - Quais foram os escritores que te influenciaram no mundo literário?
Resposta: Inicialmente, Enid Blyton. Mais tarde, Franz Kafka e Sue Townsend.
Helena - Vejo que tem muitos livros publicados. De todos estes livros qual você mais gostou de escrever?
Resposta: Para um escritor (ao menos para mim) um livro é um “filho de papel ?. Como tal, é extremamente difícil preterir alguns em favor de outros. Porém, no momento de criação prefiro os ensaios históricos.
Helena - Qual seu público – alvo ?
Resposta: Atendendo a que já publiquei livros em diversos estilos literários – ficção infantil, juvenil, romance, contos, crónicas, e ensaio – é difícil definir exactamente o público-alvo, ainda que (levando em conta a minha maior propensão para a História) acredite que os apaixonados pelo passado sejam aqueles mais atraídos pelos meus textos.
Helena - Em sua opinião o que se pode fazer para motivar as pessoas a se interessarem mais pela leitura?
Resposta: Creio que a resposta a isso é bem simples: se derem divulgação mediática a um escritor da mesma forma que dão a um actor, futebolista, etc., garantidamente que os livros passarão a ser mais vendidos e lidos, assim como os escritores mais (re)conhecidos pelo seu labor.
Helena - Em que sentido seus livros podem contribuir para um enriquecimento cultural das pessoas?
Resposta: Tendo em conta que procuro, nos meus livros, proporcionar uma escrita acessível a todos os leitores (e não apenas aos eruditos), julgo que será esse o meu melhor contributo para passar a informação a todos aqueles, que para isso estejam disponíveis.
Helena - Como você se sente sendo tão jovem e já com uma bagagem tão grande neste mundo literário?
Resposta: Na realidade, considero que estou apenas a «aprender a gatinhar» no mundo literário, a dar os primeiros passos. Sinto que, a cada dia, tenho de melhorar, aprender e tudo fazer para que o leitor aprecie os meus humildes escritos.
Helena - Como surgiu esta interação com o Brasil?
Resposta: Surge com o advento das novas tecnologias, nomeadamente o correio electrónico, que me proporcionou contactar (de forma rápida e a baixo custo) editores brasileiros e enviar os livros para análise. Estávamos em 1997 e, de lá para cá, fui-me tornando praticamente um «brasileiro adoptivo», levando em conta que muitos dos meus leitores nem sabem qual o meu país de origem, atendendo à profusão de títulos lançados no país - irmão.
Helena - Em que você se inspira para escrever seus livros?
Resposta: No caso da ficção, existem momentos em que me sinto mais motivado para a escrita. Depende de uma imensidão de fatores. No que diz respeito ao ensaio, não se trata de inspiração, mas de dedicação, posto que estamos a falar de investigação e pesquisa diversa.
Helena - Se não fosse escritor o que gostaria de ser?
Resposta: Creio que teria perfil para ser Médico ou Padre. A preocupação com os outros é, em mim , uma realidade constante e, enquanto escritor, cabe-me a tarefa de proporcionar algo a quem me lê, seja informação ou lazer.
Helena - Que conselho daria para alguém que deseje seguir esta carreira de escritor?
Resposta: Apesar de ser uma resposta típica, o certo é que me parece funcionar bastante bem: ler muito. Sem leitura não há escritor.
Helena - Já tem algum projeto editorial em vista? E sobre o que pretende escrever?
Resposta: Um escritor tem sempre idéias e projetos que, muitas vezes, podem não se concretizar. Regra geral, a mente de um escritor fervilha. No meu caso, atualmente, encontro-me na fase de pesquisa. Pretendo escrever nova obra no âmbito da História.
Helena - Para terminar gostaria que deixasse uma mensagem para todos nós do Jornal Raizonline.
Resposta: Conheço relativamente bem o projeto cultural Raizonline – nomeadamente pelo contacto com a Sr.ª Arlete Piedade – e devo frisar que é muito importante na divulgação da cultura de língua portuguesa. Apenas posso dar-vos os parabéns e desejar que continuem a trabalhar em prol de todos aqueles que amam Portugal, Brasil e todos os restantes países lusófonos.
Helena - Obrigada.
Resposta: Eu é que lhe agradeço cara Helena Bortoloti, a simpatia e o interesse nesta entrevista, permitindo-me transmitir um pouco do meu percurso aos vossos estimados leitores. Um bem-haja.
Eu Helena agradeço por ter disponibilizado do seu tempo para que esta entrevista pudesse ter sido realizada. Muito Obrigada.

Helena Emília.
http://www.raizonline.com/cinquentaedoisaaa.htm

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