sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O Meu Olhar










O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
( Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Por que quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

Fernando Pessoa

Primavera


22 de setembro começa na Primavera nada melhor do que este lindo poema de Olavo Bilac para saudá-la.

Primavera

Ah! quem nos dera que isto, como outrora,
Inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
Que inda juntos pudéssemos agora
Ver o desabrochar da primavera!

Saíamos com os pássaros e a aurora.
E, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
Sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"

E esse corpo de rosa recendia,
E aos meus beijos de fogo palpitava,
Alquebrado de amor e de cansaço.

A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera... E eu te levava,
Primavera de carne, pelo braço!

Olavo Bilac

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Médicos na Suécia realizam primeiro transplante de útero de mãe para filha

Duas mulheres receberam úteros de suas mães, informou universidade.
Uma das pacientes havia perdido órgão pelo câncer; outra nasceu sem ele.

Médicos na Suécia realizaram o primeiro transplante mundial de útero de mãe para filha, informou uma equipe médica nesta terça-feira (18).
A Universidade de Gotemburgo disse que duas mulheres suecas, ambas na casa dos 30 anos, receberam úteros de suas mães, em cirurgias realizadas em um hospital no oeste da Suécia durante o fim de semana. A identidade das mulheres não foi revelada.
"Mais de 10 cirurgiões, que tinham treinado juntos o procedimento por vários anos, participaram da cirurgia complicada", disse o líder da equipe, Mats Brannstrom, professor de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Gotemburgo.
Uma das mulheres teve seu útero removido há muitos anos devido a um câncer cervical, enquanto a outra nasceu sem útero, explicou a universidade em um comunicado. "Ambas as pacientes que receberam o novo útero estão bem, mas estão cansadas após a cirurgia. As mães que doaram os úteros estão de pé e andando e terão alta do hospital dentro de alguns dias."
Equipe de especialistas de hospital em Goteborg, na Suécia, onde foram realizados os transplantes de útero entre duas mães e duas filhas. (Foto: Adam Ihse/AP) 
Equipe de especialistas de hospital da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (18). Eles realizaram pela primeira vez dois transplantes de útero entre duas mães e duas filhas. (Foto: Adam Ihse/AP)

A universidade disse que estima que entre 2.000 e 3.000 mulheres em idade fértil só na Suécia eram incapazes de gerar filhos devido à falta de um útero. A equipe médica disse que a qualidade do útero foi controlada pelos ovários e pelos hormônios e, em teoria, um útero pós-menopausa transplantado poderia carregar um bebê.
Uma das duas transplantadas, identificada apenas pelo nome de Anna, disse que sabia que alguns poderiam criticar a operação por razões éticas, mas para ela significava simplesmente restaurar uma função corporal, da qual ela tinha sido privada pelo câncer.
"É uma sensação incrível ser capaz de experimentar isso", disse ela em comentários postados no site do hospital Sahlgrenska, onde as operações foram realizadas sem quaisquer complicações.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

UMA CONVERSA COM ESCRITOR PEDRO SILVA


UMA CONVERSA COM O ESCRITOR PEDRO SILVA
Helena Emília Bortoloti

Licenciado em História - Minor Cultura e Religião, Cidadão Honorário de Cidade Velha (Ribeira Grande de Santiago - Cabo Verde), Consultor Literário. Editor. Com mais de cinquenta livros publicados, em países tão díspares quanto Portugal, Brasil, Espanha ou Chile, o autor português Pedro Silva (1977) tem, igualmente, produzido títulos em diversas áreas temáticas, tais como o ensaio histórico, a ficção, o roteiro turístico ou mesmo os contos. Para, além disso, o escritor tem-se dedicado igualmente a colaborar com diversos jornais portugueses, assim como revistas em Portugal e Brasil, tais como «História Viva», «Desvendando a História» ou «Aventuras na História». Foi ainda Editor de Edições Série B (Portugal).
 
Helena - Para que o conheçamos, quem é Pedro Silva?
Resposta: Acima de tudo, um escritor e historiador. Alguém que vem labutando, imenso, pela concretização do seu sonho de transmitir algo aos seus leitores. Nasci na cidade portuguesa de Tomar em 1977 e, de momento, tenho 56 livros publicados.

Helena - Como e desde quando surgiu está vocação de ser escritor?
Resposta: Desde que me recordo que havia, em mim , um forte interesse em ser escritor. Era uma criança introvertida e aproveitava o tempo para ler. Do gosto da leitura nasceu, de forma natural, a paixão pela escrita.
Helena - Quais foram os escritores que te influenciaram no mundo literário?
Resposta: Inicialmente, Enid Blyton. Mais tarde, Franz Kafka e Sue Townsend.
Helena - Vejo que tem muitos livros publicados. De todos estes livros qual você mais gostou de escrever?
Resposta: Para um escritor (ao menos para mim) um livro é um “filho de papel ?. Como tal, é extremamente difícil preterir alguns em favor de outros. Porém, no momento de criação prefiro os ensaios históricos.
Helena - Qual seu público – alvo ?
Resposta: Atendendo a que já publiquei livros em diversos estilos literários – ficção infantil, juvenil, romance, contos, crónicas, e ensaio – é difícil definir exactamente o público-alvo, ainda que (levando em conta a minha maior propensão para a História) acredite que os apaixonados pelo passado sejam aqueles mais atraídos pelos meus textos.
Helena - Em sua opinião o que se pode fazer para motivar as pessoas a se interessarem mais pela leitura?
Resposta: Creio que a resposta a isso é bem simples: se derem divulgação mediática a um escritor da mesma forma que dão a um actor, futebolista, etc., garantidamente que os livros passarão a ser mais vendidos e lidos, assim como os escritores mais (re)conhecidos pelo seu labor.
Helena - Em que sentido seus livros podem contribuir para um enriquecimento cultural das pessoas?
Resposta: Tendo em conta que procuro, nos meus livros, proporcionar uma escrita acessível a todos os leitores (e não apenas aos eruditos), julgo que será esse o meu melhor contributo para passar a informação a todos aqueles, que para isso estejam disponíveis.
Helena - Como você se sente sendo tão jovem e já com uma bagagem tão grande neste mundo literário?
Resposta: Na realidade, considero que estou apenas a «aprender a gatinhar» no mundo literário, a dar os primeiros passos. Sinto que, a cada dia, tenho de melhorar, aprender e tudo fazer para que o leitor aprecie os meus humildes escritos.
Helena - Como surgiu esta interação com o Brasil?
Resposta: Surge com o advento das novas tecnologias, nomeadamente o correio electrónico, que me proporcionou contactar (de forma rápida e a baixo custo) editores brasileiros e enviar os livros para análise. Estávamos em 1997 e, de lá para cá, fui-me tornando praticamente um «brasileiro adoptivo», levando em conta que muitos dos meus leitores nem sabem qual o meu país de origem, atendendo à profusão de títulos lançados no país - irmão.
Helena - Em que você se inspira para escrever seus livros?
Resposta: No caso da ficção, existem momentos em que me sinto mais motivado para a escrita. Depende de uma imensidão de fatores. No que diz respeito ao ensaio, não se trata de inspiração, mas de dedicação, posto que estamos a falar de investigação e pesquisa diversa.
Helena - Se não fosse escritor o que gostaria de ser?
Resposta: Creio que teria perfil para ser Médico ou Padre. A preocupação com os outros é, em mim , uma realidade constante e, enquanto escritor, cabe-me a tarefa de proporcionar algo a quem me lê, seja informação ou lazer.
Helena - Que conselho daria para alguém que deseje seguir esta carreira de escritor?
Resposta: Apesar de ser uma resposta típica, o certo é que me parece funcionar bastante bem: ler muito. Sem leitura não há escritor.
Helena - Já tem algum projeto editorial em vista? E sobre o que pretende escrever?
Resposta: Um escritor tem sempre idéias e projetos que, muitas vezes, podem não se concretizar. Regra geral, a mente de um escritor fervilha. No meu caso, atualmente, encontro-me na fase de pesquisa. Pretendo escrever nova obra no âmbito da História.
Helena - Para terminar gostaria que deixasse uma mensagem para todos nós do Jornal Raizonline.
Resposta: Conheço relativamente bem o projeto cultural Raizonline – nomeadamente pelo contacto com a Sr.ª Arlete Piedade – e devo frisar que é muito importante na divulgação da cultura de língua portuguesa. Apenas posso dar-vos os parabéns e desejar que continuem a trabalhar em prol de todos aqueles que amam Portugal, Brasil e todos os restantes países lusófonos.
Helena - Obrigada.
Resposta: Eu é que lhe agradeço cara Helena Bortoloti, a simpatia e o interesse nesta entrevista, permitindo-me transmitir um pouco do meu percurso aos vossos estimados leitores. Um bem-haja.
Eu Helena agradeço por ter disponibilizado do seu tempo para que esta entrevista pudesse ter sido realizada. Muito Obrigada.

Helena Emília.
http://www.raizonline.com/cinquentaedoisaaa.htm

sábado, 15 de setembro de 2012

A HUMANIDADE


              A humanidade se encontra em constante evolução, sendo sua tendência natural abandonar a ideologia do egocentrismo (aquele que considera seu próprio "eu" como centro de tudo). Os seres humanos, por mais que se acham auto-suficientes, necessitam de seus semelhantes para sobreviver, criar formas de expresssão cultural, comunicar-se, perpetuar a espécie e obter realização plena como indivíduos. O que forma o caráter humano nos indivíduos da espécie humana é a convivência em grupo. A convivência  social desde o surgimento da humanidade possui em seu contexto a competição pelos bens, competição essa que jamais terá fim, unicamente pelo fato de cada pessoa constituir um universo próprio de desejos materiais, cuja necessidade de regras gerais é a de definir limites que proporcionem a invação dos direitos de cada indivíduo. E é a sociabilidade que capacita naturalmente  o ser humano para a convivência  em sociedade,desenvolvendo-se pelo meio da socialização.
                  É por meio da socialização que a espécie humana se integra entre si ao prupo em que nasceu, absorvendo o conjunto de hábitos, costumes e regras característicos de seu grupo. Nossa socialização acontece quando participamos da vida em sociedade, assimilando todas as suas principais características. Tendo por definição que quanto mais coerente for a socialização, mais sociavel ele tenderá a ser. Com a constante evolução humana, a forma atual de sociabilidade absorve características diferentes da sociedade antes do século XXI. O tribalismo é uma das formas de expressão dos novos tipos de sociabilidade. Exemplos de tribos são os punks, os surfistas, os skinheads, as torcidas organizadas de futebol, gangues da periferia urbana, entre outros. São as afinidades ou interesses momentâneo em comum que fazem com que reúnam. São diversas as tribos que estão surgindo conforme a evolução da sociedade e as tecnologias do século XXI, uma das mais polêmicas é a das comunidades virtuais que habitam o ciberespaço, dando origem a um novo tipo de sociabilidade. Enfim, tudo o que envolve a sociabilidade e a socialização depende da identificação e da predisposição de cada individuo, sendo da natureza humana a necessidade de estar e participar de um grupo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ENTREVISTA SOBRE O JORNAL RAIZONLINE - Realizada por Helena Emília Bortoloti


 
O Jornal Raizonline é uma iniciativa que esta dando certo. Desde 2008 que, semanalmente é lançado um novo número do jornal e lançado via Net. Se observarmos quantas mudanças já tiveram lugar desde então isto significa que vem se aperfeiçoando a cada ano.

Na minha entrevista perguntei a uma pessoa se conhecia o Jornal Raizoline e ele me disse que não e pediu o site para conhecê-lo melhor, passou um tempo ele me respondeu:
«Analisei cuidadosamente o conteúdo do vosso Jornal e qualifiquei-o como INTERESSANTE, todavia um pouco distante da realidade em que vivo». 

Eu perguntei, mas em que realidade você vive? Ele me respondeu: «Vivo uma realidade rural de produção de café e leite. Bastante pobre culturalmente. Minha região é montanhosa, longe do mar, enfim uma vida de simplicidade.» 

Só que esta pessoa não me parece pobre de cultura, antes pelo contrario, ele escreve bem e faz poemas muito bem. Quanto a viver numa região montanhosa e viver de produção de café e leite isso não deixa as pessoas menos cultas. 

Mas pelo menos ele sabe da existência do Jornal Raizonline e já tem o endereço. E assim como ele, devem existir muitas outras pessoas que ainda não conhece o jornal, o que é uma pena.

Entrevistei algumas pessoas e todas tiveram muita boa vontade em responder, o que agradeço e espero, com isso, alcançar a opinião dos leitores e não só do Jornal Raizonline. 

Helena - Virgínia qual a sensação de toda semana ver suas publicações no Jornal Raizonline? Como você vê este trabalho do Jornal Raizonline? 

Virgínia Teixeira - Ser publicada no Raizonline é muito bom porque consigo chegar mais longe com a minha escrita, e sei que há pessoas em cantos diferentes do mundo que têm acesso ao que eu escrevo, e eu tenho acesso ao que elas escrevem, porque o Raizonline permite isso.
O Raizonline é um excelente projecto, que tem aproximado culturas através daquilo que partilham: a língua Portuguesa.

Helena - Cremilde como você se sente sendo colaboradora do Jornal Raizonline há tanto tempo? Você acha válida esta iniciativa deste projeto que vem ganhando dimensão dia a dia? 

Cremilde Vieira da Cruz - é gratificante, não só pelo prazer de ver os meus escritos publicados no Jornal Raizonline, jornal que aprecio pela diversidade de temas, pela qualidade dos mesmos e também pela organização. Ouço a rádio quando tenho oportunidade e estou presente, sempre que me é possível, nos programas da Rádio Raizonline que me muito me agradam. 

Helena - Sr João o que o senhor acha desta unificação de cultura através do Jornal Raizonline? Qual a sua opinião sobre esta iniciativa de seus fundadores?

João P. C. Furtado - é a melhor ideia cultural e LUSOFONA que tive conhecimento nos últimos anos! Foi e é com orgulho que tenho participado e tenho crescido como escritor, aprendendo e participando neste projecto IMPAR!

Helena - Fernando dentro do teu olhar crítico, como você vê o Jornal Raizonline? Você mudaria alguma coisa ou como está responde às suas expectativas? Você lê o jornal todo ou só aquilo que te chama a atenção?

Fernando Pessanha - Cara Helena, apenas leio o jornal quando algum artigo me chama a atenção. Sim, eu mudaria muita coisa, começando pela revisão de texto. Não quero fazer uma crítica desconstrutiva, mas há-de reparar que o texto relativo à pesquisa de opinião sobre o fado está repleto de erros gramaticais, de expressão e de pontuação (por vezes quase inexistente). E isto, como deverá compreender, é algo que descredibiliza automaticamente o jornal e fá-lo cair no amadorismo... 

Helena – Virgínia uma pessoa me disse que o jornal tem texto que contém alguns erros gramaticais, de pontuação, sei que o Daniel é sozinho e não tem tempo de fazer uma revisão minuciosa neste sentido, você acha que isto desmereça o jornal, já que ele é escrito por pessoas comuns, e não por jornalistas, a não ser o Daniel?

Virgínia Teixeira - Penso que sendo uma pessoa apenas é muito difícil evitar que alguns erros passem despercebidos. E depois há o aspecto do português brasileiro ser muito distinto do português de Portugal, o que origina algumas percepções de erros que poderão não ser erros no ponto de vista de outras pessoas. 

Se a equipa de revisão fosse mais extensa certamente se evitariam estes problemas, mas cada escritor deve ser responsável pelo que apresenta para publicação também.
E o facto é que é um jornal não formal, se fosse formal nada disto seria aceite, mas também haveria muitos textos que são publicados que não seriam por não estarem ao nível de qualidade que se espera num jornal/editora.

Helena - Cristina como você se sente colaborando com o Jornal Raizonline? O que acha desta união de cultural e esta diversidades de temas? 

Cristina Ubaldo - Sempre trabalhei com a diversidade de todo tipo, cultural, social. Poder participar de um grupo como o Raizonline é crescer e ao mesmo tempo se doar. A união de culturas é muito importante para acabar com a ignorância do preconceito, de achar que um povo é melhor do que o outro. Somos apenas diferentes e é aí que esta a beleza da vida.

Helena - Carlos você é um leitor do Jornal Raizonline? O que você acha deste projeto? Desta iniciativa de um jornal online? 

Carlos Conrado Spykezem – Sim, sim. Sim. Bem , o Raizonline é um projeto que visa a interação dos artistas, escritores e admiradores da cultura num todo. O Jornal Online e as Rádioweb são as ferramentas que a Raizonline utiliza para promover os artistas emergentes e também divulgar as Artes, canções e textos daqueles já consagrados. A Raizonline é uma força a mais, nesta luta inconstante em prol da Cultura Universal.

Helena - Se Gyn você como colaborador do Jornal pode me dizer qual a importância deste projeto Raizonline na unificação das culturas e das pessoas que são bem diversificadas? E você lê o jornal todo ou só aquilo que te interessa? 

Se Gyn - Bem, pra dizer a verdade, chego a pensar que o Raizonline é paradigma, pois, pelo menos até onde eu sei, não há no mundo editorial, mídia ou Internet, uma experiência que tenha resultado na efetiva juntada e colaboração entre os escribas de língua portuguesa.

Sua importância já começa por demonstrar que um projeto viável e uma dedicação tenaz é capaz de promover a aproximação e o intercâmbio efetivo no âmbito dos países de língua portuguesa, mostrando a imensa riqueza que o patrimônio das culturas da língua portuguesa, na sua razoável variedade.

Atualmente, por questão de tempo e condições, não tenho lido tudo o que gostaria do jornal, indo mais àquilo que já sei que me agrada, mas às vezes leio algo mais, dentro do farto conteúdo ofertado. E sempre tem boas surpresas.

Helena – Sr. João Manuel como colaborador do Jornal, o que o Sr. falaria deste projeto Raizonline que dá a oportunidade a todos de publicar suas escritas e o que me diz desta unificação de cultura, povos e línguas? 

João Manuel Brito Sousa - Diz bem, unificação de povos e línguas para o mundo. Um exemplo de amizade para o mundo. E de solidariedade também.

Helena - Sr. Gilberto qual a importância do Jornal Raizonline para o Sr.? Acha válida esta iniciativa do Daniel com este projeto de dar aos escritores a oportunidades de expor suas escritas?

Gilberto Nogueira de Oliveira - Acho importante, sim. E é muito bom para os escritores brasileiros e portugueses.

Helena - Liliana qual a sua opinião sobre o Jornal Raizonline? Você lê o jornal todo ou só aquilo que lhe chama atenção? Qual a importância deste projeto Raizonline e que beneficio ele traz? 

Liliana Josué - Por norma não leio sempre o jornal e quando leio escolho os temas que mais me interessam, até por uma questão de tempo. Quanto ao projeto do jornal penso ser de grande interesse cultural, mas não concordo com o diretor ao dizer (ou pelo menos dizia) que toda a gente pode ser publicada não olhando à qualidade, aí sou mais seletiva (até podem achar que eu também não sirvo, sou seletiva, mas não convencida). 

Quanto aos benefícios é sempre uma oportunidade de divulgação de quem para lá escreve e valorização do jornal para além de espalhar ideias, emoções, notícias, etc. Em, resumo o Raizonline traz-nos coisas grosso modo boas.

Helena - Daniel o que significa para você o Jornal Raizonline no todo? 

Daniel - Trata-se de um projeto cultural com uma abrangência larga que pretende difundir saberes das diversas comunidades lusófonas de forma a encontrar e confrontar pontos de vista sobretudo culturais que fomentem uma maior compreensão e aceitação quer da diversidade quer da unidade cultural dentro da lusofonia. 

Helena – Como surgiu a idéia de criar um jornal virtual? 

Daniel - A ideia de um jornal estava implícita na ideia do projeto, quer dizer, para atingir os objetivos que se propõe o projeto Raizonline precisava de um meio de difusão duradouro e eficaz. Logo o jornal, com as características que tem, funciona também como um arquivo de ideias e experiências e quando necessário ou apropriado faz a união e a comparação entre diversos tempos e entre diversas formas de ver.
Helena - Qual é a sensação de todo fim de semana ir para a Net mais um número do jornal, já que é você que edita, corrige, escreve, essa sensação é de dever cumprido ou você se sente gratificado de ver mais um número que é resultado de um esforço de todos e colocado a serviço na Net?

Daniel - Digamos que gosto sobretudo de ver o jornal feito e entregue «nas bancas» virtuais, sendo certo que isso implica que há um conteúdo que foi recolhido e que é assim transmitido.

Pessoalmente tenho colaborado muito pouco transmitindo os meus saberes e levantando as minhas questões e tenho-me sentido um pouco «apagado» dentro do processo, situação que estou a tentar alterar aos poucos, na medida em que existe muito pouca interação entre os diversos colaboradores (comentários, críticas, etc.) e é através da minha atividade mais presente em termos de trabalho escrito que pretendo fomentar essa troca de impressões e puxá-la para uma etapa mais elevada em termos qualitativos e numéricos.

Uma das razões que aponto, para além da necessidade de maior interação que se foi e vai demonstrando é que tenho tido demasiada ocupação com a feitura do jornal em termos técnicos e que tenho de gerir de uma forma mais doseada os meus tempos.

Helena - Fale um pouco do jornal para nós, principalmente para as pessoas que já estão e as que estão chegando agora e que possam conhecer a intensidade desde projeto Raizonline. Como surgiu a ideia da Palavra Raizonline? Qual o significado?

Daniel - A palavra «Raiz» surgiu porque se tratava de alguma forma de «mexer» nas nossas raízes culturais em termos de lusofonia e no universo da lusofonia e «online» deve-se ao meio de propagação do jornal. Assim «Raizonline» pareceu-nos o mais apropriado até porque era um nome pouco comum também e isso em termos de Net também conta.

Helena - Obrigada

Daniel - Eu é que agradeço por ter tido esta ideia desta entrevista uma vez que o projeto Raizonline ainda é relativamente pouco conhecido em termos de toda a sua importância e significado.
As pessoas vêm e lêem, mas também era bom que mais pessoas compreendessem que não se trata apenas de um Jornal (mais um), mas sim de uma coisa com algum grau de novidade e até muito inovador nalguns aspectos. 

Que eu me lembre não há quem, neste meio da Net, troque um tão grande número de impressões dentro do mundo da lusofonia da forma que o fazemos e dê a conhecer em reciprocidade a diversidade deste nosso mundo lusófono.

Helena - Kácia Pontes você é leitora do Jornal Raizonline? Ou pelo menos dá uma passeada pelo Jornal vendo as Manchetes? O que você acha deste projeto do Jornal Raizonline? Ele é um instrumento de unificação entre as pessoas através da escrita e da cultura? 

Kácia Pontes - Obrigada Helena pelo convite. Já fui frequentadora assídua das paginas da Raizonline, hoje com um tempo um tanto diminuído por causa dos Projetos DownBrasil, onde atuo como Vice presidente e de minha vida profissional com muitas viagens, mas não deixo de parabenizar aos que, juntos, colocaram essa ideia em pratica. 

Um projeto arrojado, único, mas que por isso, deve estar sempre e em constante mudança, porque nada está sempre tão bem que não necessite de uma reestruturação, aperfeiçoamento, tudo que ocorre ao nosso redor nos pede mudanças constantes. O Jornal Raizonline nos dá oportunidade de conviver com diferentes culturas e isso faz toda a diferença e nos enriquece fortemente como pessoas e como profissionais da escrita e da fala. Parabéns...

Helena - Valdeck poderia me descrever o Jornal Raizonline dentro da sua importância cultural?O Jornal Raizonline é um projeto inovador dentro desta diversidade lusófona? Você lê o jornal todo ou só aquilo que te interessa?

Valdeck - Acredito que o jornal Raizonline é um importante elo entre os países de língua portuguesa e serve para divulgar acontecimentos e eventos culturais, bem como para dar publicidade e trabalhos artísticos de escritores e outros artistas.

Sem o jornal muita coisa poderia não chegar aos leitores, ouvintes, internautas. Então, a existência do Raizonline é de vital importância para a criação, manutenção e expansão dos contatos entre os vários países lusófonos bem como naqueles onde exista falante da nossa bela Flor do Lácio.

Eu leio sempre que posso duas, três vezes por semana para me manter informado do que se passa no além-mar.

Helena - Emanuel Você é um leitor do Jornal Raizonline? Você acha que tem muitas pessoas que lêem o Jornal?

Emanuel - Para mim é uma honra, ser entrevistado para o jornal Raizonline, passo a responder ás suas perguntas.
Sou leitor assíduo do Jornal Raizonline, quase do início. Sempre passo o site a amigos e conhecidos, imagino que tem muitos leitores, mas, para a alta qualidade do jornal, deveria ter muito mais. Será que existe sondagens a esse respeito? 

A existência da Rádio Raizonline, foi ideia luminosa, tem ajudado imenso na divulgação do jornal, especialmente na sua emissão As Horas da Helena, está sempre a por em evidencia a existência do mesmo.

Louvo o Director interino, Sr. Daniel Teixeira pelo maravilhoso trabalho, com o jornal e rádio, assim como excelentes colaboradores.

Helena - Qual a importância de toda semana ter um novo número do jornal nas bancas virtuais?

Emanuel - Escritos novos, são sempre de grande importância, um incentivo para os leitores, que sempre procuram algo novo. No entanto, o jornal tem um conteúdo enorme, nem pode ser lido numa assentada, temos que voltar, para desfrutar mais e mais. 

Compreendo que, tanto a o jornal como a rádio, acarretam certas despesas, não tem anúncios que possam cobrir ou, ajudar nas mesmas. Deixo apelo, para consideração.

E eu Helena agradeço a todos que colaboraram com esta entrevista, que tiveram a boa vontade de nos ajudar com suas respostas. Muito obrigada.
 
Helena Emília.

 

domingo, 9 de setembro de 2012

Para Amar











 


Tudo tão longe, muito tempo
Mas tudo tão forte, tão presente
Aquela escuridão na beira do mar...
A vastidão das águas... Frio!
E tudo parecia mais fraco que
o silêncio tenebroso que saia
das águas do mar

Faz tanto tempo!
Quanto espaço,
Que distancia!

Mas estou perto de você
Um descobrir-se acordado
no meio da manhã
Se você me amasse eu me transformaria no que sou
Se me amasses...
Entre a minha casa e a tua um ponte de estrelas
Amar e mudar as coisas sempre
E até os olhos vidrados amar?
Mas, tudo está tão longe,
Longe para amar...

Lobo Azul/Helena Emilia

AMIGO É














Amigo é um anjo
Que está sempre ao nosso lado
Mesmo que na distância.
É aquele que compartilha nossas alegrias
E minimiza nossas tristezas
É aquele que se cala nas horas certas
E dentro desse silêncio nos diz tudo
É aquele que nos aceita, não pelo que temos
Mas pelo que somos
A amigo verdadeiro é anjo, é paz é TUDO!

sábado, 8 de setembro de 2012

QUANDO AGENTE AMA




  






Quando a gente ama
Faz loucuras não se toca
Tudo é lindo a gente gosta
Não importa o que der
Quando a gente ama
Nesse amor tudo é perfeito
E não vemos os defeitos
Desse alguém que a gente quer
Quando a gente ama
Esses defeitos são virtudes
E os erros atitudes
Que jamais a gente vê
Perde-se o juízo
O coração da gente voa
E tolices numa boa
Por amor a gente faz
Tudo a gente aceita
Quando está apaixonado
E não há nada de errado
Por que amar é bom demais
Quando a gente ama
A gente rí a toa
Tudo tem desculpa
Tudo se perdoa
O orgulho dança
A gente é uma criança
E diz sim pra tudo
Quando a gente ama
Tudo é um bom programa
Pode ser na rua
Pode ser na cama
O amor é lindo
E tudo é mais bonito
Quando a gente ama

Roberto Carlos/Helena Emilia

MEU CANTINHO PREFERIDO

Minha foto
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Todos nós precisamos de Amor e Carinho




Gatinha

Frases para Orkut

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