quinta-feira, 13 de junho de 2013

Astrônomos descobrem novo tipo de estrela

Espaço

Pesquisadores suíços captaram imagens de aglomerado com astros que brilham periodicamente. O novo tipo de estrela ainda não tem nome

aglomerado
O aglomerado NGC 3766 está localizado a 7.000 anos-luz da Terra. Ali, os pesquisadores encontraram um novo tipo de estrela variável, que desafia as teorias astrofísicas mais aceitas (ESO)
Astrônomos suíços descobriram um novo tipo de estrela a cerca de 7.000 anos-luz da Terra. Ao longo de sete anos de observação detalhada, eles perceberam variações muito pequenas, mas periódicas, em seu brilho — algo nunca visto antes. As observações revelaram características até hoje desconhecidas em estrelas, que desafiam as teorias atuais e trazem novas questões quanto a seu funcionamento interno. A pesquisa foi publicada na revista Astronomy & Astrophysics.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Stellar variability in open clusters I. A new class of variable stars in NGC 3766

Onde foi divulgada: periódico Astronomy & Astrophysics

Quem fez: N. Mowlavi, F. Barblan, S. Saesen e L. Eyer

Instituição: Departamento de Astronomia do Observatório de Genebra

Dados de amostragem: Cerca de 3.000 estrelas do aglomerado NGC 3766, localizado a 7.000 anos-luz da Terra

Resultado: Os pesquisadores descobriram que 36 estrelas apresentavam uma variação muito pequena, mas regular, em seu brilho.
Os pesquisadores da Universidade de Genebra utilizaram o telescópio Euler, instalado no observatório de La Silla, no Chile, para observar mais de 3.000 estrelas no aglomerado estelar NGC 3766, localizado na constelação de Centauro. Utilizando a grande precisão do equipamento, eles perceberam a existência de 36 estrelas que apresentavam uma variação regular muito pequena em sua luminosidade — da ordem de 0,1% de seu brilho normal. Essas variações aconteciam periodicamente, em períodos que vão de duas a vinte horas.
Os pesquisadores já conheciam muitas estrelas cujo brilho muda ao longo do tempo — elas são chamadas de estrelas variáveis ou pulsantes. Essa mudança em sua luminosidade é causada por alterações complexas em seu interior. Para estudar esse tipo de fenômeno, os pesquisadores criaram um novo campo da astrofísica, chamado astrossismologia, no qual eles tentam descobrir as propriedades físicas das estrelas a partir das alterações em seu brilho.
No entanto, eles nunca haviam observado esse tipo de variação acontecendo de forma periódica. “A própria existência dessa nova classe de estrelas variáveis é um desafio aos astrofísicos. Os modelos teóricos atuais predizem que sua luz não deveria variar periodicamente, então nossos esforços atuais estão voltados a descobrir mais sobre o comportamento desse estranho novo tipo de estrela”, diz Sophie Saesen, uma das pesquisadoras responsáveis pela descoberta. A nova classe de estrelas ainda não foi nomeada pelos astrônomos.

Saiba mais

AGLOMERADOS ESTELARES
Aglomerados ou nuvens estelares são grupos de estrelas. São classificados em dois tipos: os aglomerados globulares e os aglomerados abertos. Os globulares são agrupamentos esféricos que podem ter milhões de estrelas, algumas bastante antigas — apenas algumas centenas de milhões de anos mais jovens que o próprio universo. Já os aglomerados abertos são grupos mais dispersos de estrelas, que geralmente têm só algumas centenas de astros, bem mais jovens do que os encontrados nos aglomerados globulares.
Precisão suíça — Os pesquisadores ainda não têm certeza do motivo que leva a essa variação periódica no brilho, mas já formularam algumas teorias. Segundo o estudo, as estrelas giram a velocidades muito altas — maiores do que a metade de sua velocidade crítica, o limite a partir do qual as estrelas se tornam instáveis e começam a jogar matéria em direção ao espaço. “Nessas condições, o giro rápido tem um grande impacto em suas propriedades internas, mas nós ainda não somos capazes de modelar esses efeitos adequadamente”, disse Nami Mowlavi, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.
A pequena variação na luminosidade das estrelas só foi detectada por conta da alta precisão do telescópio Euler, construído pelos pesquisadores suíços. Apesar de seu tamanho pequeno, medindo apenas 1,2 metro, as observações foram duas vezes mais precisas do que as obtidas em estudos semelhantes com outros telescópios. “Nós alcançamos esse nível de sensibilidade graças à alta qualidade das observações, combinada com a análise muito cuidadosa dos dados, mas também porque desenvolvemos um longo programa de observação, que durou sete anos. Provavelmente, não conseguiríamos ter esse tempo em um telescópio maior”, diz Mowlavi.

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